domingo, 18 de janeiro de 2009

A reconstrução do Templo e o retorno dos sacrifícios



Shalom chaverim!

Alguns teólogos modernos dizem, que assim como os israelitas sacrificavam no מישכן, Mishkan, Tabernáculo e posteriormente no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo, para simbolizar profeticamente o sacrifício de Yeshua, o sacrifício maior e único, porém eterno, perfeito e suficiente, para resgate do ser humano, o qual se distanciou do Eterno e ficou debaixo de condenação, mas que através do sacrifício de Yeshua esse ser humano é perdoado e resgatado, para voltar a ter intimidade com o Eterno; Assim também importa que o Templo seja reconstruído e volte a prática dos sacrifícios como um memorial, uma lembrança do sacrifício de Yeshua; Assim como os judeus relembram o primeiro Pêssach todas as vezes que celebram essa festa; E também os redimidos em Yeshua dentre yehudim ve goim celebram o Pêssach dando a ele um novo significado, isto é, em memória de Yeshua, o qual instituiu um Novo Testamento ou Nova Aliança (Yrmiah, Jeremias 31:31-33, 1 Coríntios 11:23-26) chamada em hebraico de HaBrit HaChadashá.

Sendo que a maioria daqueles que se dizem crentes em Yeshua dentre os goim infelizmente não celebram o Sêder de Pêssach conforme as Escrituras ensinam, pois eles celebram a chamada Páscoa Cristã, a qual em nada se parece com o Sêder de Pêssach original.

Já a chamada Santa Ceia, pelos católicos e protestantes, ainda que com muitas modificações, parece mais ser derivada da celebração do Shabat pelos goim, gentios do primeiro século que seguiam o judaísmo messiânico, porque ela é feita num espaço de tempo muito curto entre uma e outra celebração e não de ano em ano como o Sêder de Pêssach.

Yeshua na sua última celebração do Sêder de Pêssach instituiu uma Nova Aliança dentro do cerimonial do mesmo, todavia ele não disse que estava pondo termo, dando fim ao ato de se celebrar o Pêssach, mas dando a ele apenas um novo significado, como já foi dito, apesar de Shaul, Paulo dizer que Yeshua é o nosso Pêssach (1 Corintios 5:7). Porque na verdade o Pêssach aponta para Yeshua, o Corban, o Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo. (Yohanan, João 1:29).


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Esse novo Templo será reconstruído pelos israelitas antes do retorno de Yeshua, porém como eles em sua grande maioria ainda não crêem nele, então sacrificarão os animais nesse novo Templo, porém com a mesma mentalidade que sempre tiveram na antiga aliança, isto é, sem entendimento real daquilo que fazem, pois não conseguem fazer alusão alguma desses sacrifícios ao sacrifício de Yeshua.


E será exatamente nessa época que aparecerá um líder mundial para fazer aliança com Israel, o qual prometerá a paz definitiva entre judeus e palestinos, incluindo é claro, todos os árabes, mas que ao final esse líder tirará a sua máscara e desejará ser adorado no Templo como se fosse o próprio D'us, então os judeus não o obedecerão, pois eles aprenderam a lição sobre a idolatria, o que fará com que esse líder persiga os mesmos, então ele interromperá os sacrifícios no Templo e fará guerra contra os judeus, conforme nos falou o profeta Daniel no seu livro do mesmo nome, no capítulo 9:27. E logo após aqueles dias Yeshua retornará para defender Israel, julgar as nações e estabelecer seu reino de paz e justiça sobre a Terra.(Matitiahu, Mateus 24:15-44; Apocalipse 19:11-21).

Na realidade os sacrifícios que serão feitos no novo Templo após o retorno do Mashiach farão uma alusão retrospectiva ao sacrifício maior feito por ele.

Seria possível para alguém que já tenha identificado o Mashiach Yeshua oferecer sacrifícios no novo Templo?

Respondo a essa pergunta com uma outra:

Por que Shaul, Paulo fez voto de nazireu (Atos 18:18; 21:23-26) já que para isso ele teria que oferecer sacrifícios no Templo?

Ora o voto de nazireu incluía sacrifícios no Templo sim, confiram isso nesse texto bíblico de Bemidbar, Números 6:13-21.

Sacrifícios simbólicos proféticos e em memorial


Creio que Shaul, Paulo fez o voto de nazireu simplesmente para demonstrar aos seus patrícios judeus que ainda não tinham reconhecido Yeshua como seu Mashiach, que o fato de um judeu identificar Yeshua como seu Messias e seguí-lo, isso não impede de maneira nenhuma que esse judeu continue a observar as leis que procedem da Torah, ao contrário disso, pois assim como os sacrifícios eram símbolos do futuro e maior sacrifício, o de Yeshua, assim também quando o בית המקדש, Beit ha Mikdash (Templo) for reconstruído e outra vez se fizer nele sacrifícios, os mesmos simbolizarão esse sacrifício redentor de Yeshua como um memorial ao mesmo.

E assim como o cordeiro de Pêssach simbolizou profeticamente o sacrifício maior de Yeshua durante todas as celebrações dessa festa, no período que antecedeu a esse sacrifício de Yeshua, assim também todas as celebrações do Pêssach realizadas após o sacrifício de Yeshua também continuaram simbolizando retrospectivamente esse sacrifício maior de Yeshua.

Sendo assim, o Templo será reconstruído sim. E segundo o já falecido Wim Malgo, nesse Templo se sacrificará outra vez, mas nessa época (após o retorno do Mashiach) será com entendimento que os israelitas sacrificarão nele, pois todos reconhecerão que o sangue de animais não tem poder para expiar pecado, mas sim o sangue do próprio filho de D'us.

Verdadeiramente a revelação das Escrituras é progressiva e, absolutamente ninguém é dono da verdade em questões teológicas, pois conforme nos disse o judeu Shaul, Paulo, o enviando aos goim, para anunciar as boas novas de salvação em Yeshua: Em parte sabemos e em parte profetizamos... Há mais ou menos cem anos, muitos mistérios das Escrituras permaneciam ocultos aos crentes, mas hoje, muitos homens de D'us conseguem compreendê-los perfeitamente.

O Eterno mandou que Daniel escrevesse sobre o futuro, e quando Daniel desejou saber mais sobre o que recebeu do Eterno, então foi lhe dito que as palavras da profecia estavam seladas até ao tempo do fim.

Mas para Yochanan, João, o escritor do Apocalipse, foi lhe dito que não selasse as palavras da profecia do livro, pois próximo estava o tempo de cumprí-las. Os patriarcas não tinham um lugar determinado para adorar a D'us. É certo que hoje para se adorar a D'us não exista também um lugar determinado por Ele, conforme o próprio Yeshua disse para a mulher samaritana:

"Disse-lhe Yeshua: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. D'us é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João 4:21-24).

O ofício sacerdotal de Levi e o de Melquisedeque.

E é evidente que o sacerdócio levita ministrava apenas para Israel. Por isso mesmo Yeshua não pertencia a tribo de Levi, mas sim a de Judá, tribo essa que a Torah nunca falou sobre sacerdócio, pois D'us já tinha planos de que o Messias seria Sumo Sacerdote segundo a Ordem Sacerdotal Eterna de Melquisedeque (Tehilim, Salmos 110:4) e não da Ordem Temporal ou Transitória Levita. Porque essa Ordem Sacerdotal Levita é uma figura da Ordem Sacerdotal Eterna de Melquisedeque, cujo exercício é numa dimensão metafísica na Nova Jerusalém e não na Jerusalém terrestre.

Porém as Escrituras ensinam que quando Yeshua estiver reinando sobre a terra, no milênio, então todas as nações terão que enviar representantes à Jerusalém, para celebrarem a festa de Sucot, Tabernáculos, uma festa que foi criada por D'us e que faz parte da lei que consta na Torah. Sendo que para isso será necessário oferecer sacrifícios no Templo. (Vayicrá, Levítico 23:34-37; Zacarias 14:16-21).

Vejam esse vídeo e ouçam esse cântico de lamento sobre o reino de David e a glória da habitação de D'us, o Templo.


Acredito que quando Yeshua estiver reinando durante o milênio em Jerusalém e sobre todas as nações, então as promessas que D'us fez a Israel que ainda não se cumpriram serão por fim cumpridas, entre as quais estas três:

1) A promessa de D'us de dar a terra de Canaã como herança aos descendentes de Abraão. (Bereshit, Gênesis 12:1,7; 13:14,15,17; 15:18).

2) A promessa de D'us de estabelecer Israel como CABEÇA DAS NAÇÕES. (Devarim, Deuteronômio 28:13; Yeshayahu, Isaías capítulo 62).

3) E a promessa de D'us de fazer de Israel UM REINO DE SACERDOTES. (Shemot, Êxodo 19:5,6).

Essa promessa que D'us fez aos israelitas de torná-los num reino de sacerdotes nos dá a entender que não apenas os descendentes de Levi voltarão a exercer o sacerdócio no Templo durante o reino milenar de Yeshua, mas também que todo povo de Israel será considerado um reino sacerdotal para todas as nações. E por isso mesmo se dirá de um judeu naquela época:

"Assim diz o Senhor dos exércitos: Naquele dia sucederá que dez homens, de nações de todas as línguas, pegarão na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que D'us está convosco." (Zacarias 8:23).

Enquanto isso, aqueles que foram comprados da terra (Apocalipse 5:9,10; 21:2,3,23-26) dentre judeus e gentios estarão na Nova Jerusalém com um corpo incorruptível exercendo o ofício sacerdotal segundo a Ordem Sacerdotal Eterna de Melquisedeque.

Todavia, após o milênio, quando serão feitos novos céus e nova terra, a Nova Jerusalém, a cidade palaciana, a morada da corte real descerá do céu (Apocalipse 21:1-3) para ser o SANTO DOS SANTOS, o lugar mais sagrado do Templo, cujos sacerdotes serão todos da Ordem Sacerdotal Eterna de Melquisedeque. E onde ser humano nenhum que esteja ainda nesse corpo carnal jamais entrará. Talvez a Nova Jerusalém fique dentro dos limites do território de Israel nessa nova terra.

Na realidade o que desejo dizer com isso é que o futuro pertence ao Eterno, e Ele a quem quer o revela, e a nós, convem que estudemos sim a Palavra do Eterno, mas sempre sabendo discernir o tempo e o modo e nunca sermos absolutos no que falamos, mas declararmos sim o nosso ponto de vista, sem contudo menosprezar o dos outros. E digo-lhes ainda, que não estou faltando com o respeito ao ponto de vista de ninguém sobre esse assunto, mas com esse artigo estou apenas contribuindo, para que todos analisem esse tema futurista dentro de uma outra perspectiva.

Acessem aqui para saberem mais sobre a reconstrução do Templo.

Por tudo isso cantemos então essa lindíssima canção de Tehilim, Salmos 137:1-6.

אִם-אֶשְׁכָּחֵךְ יְרוּשָׁלִָם - Im eshkachekh Yerushalaim - Se eu me esquecer de ti Jerusalém...

תהילים פרק קלז

א עַל נַהֲרוֹת, בָּבֶל--שָׁם יָשַׁבְנוּ, גַּם-בָּכִינוּ: בְּזָכְרֵנוּ, אֶת-צִיּוֹן.
ב עַל-עֲרָבִים בְּתוֹכָהּ-- תָּלִינוּ, כִּנֹּרוֹתֵינוּ.
ג כִּי שָׁם שְׁאֵלוּנוּ שׁוֹבֵינוּ, דִּבְרֵי-שִׁיר-- וְתוֹלָלֵינוּ שִׂמְחָה:
שִׁירוּ לָנוּ, מִשִּׁיר צִיּוֹן.
ד אֵיךְ--נָשִׁיר אֶת-שִׁיר-יְהוָה: עַל, אַדְמַת נֵכָר.
ה אִם-אֶשְׁכָּחֵךְ יְרוּשָׁלִָם-- תִּשְׁכַּח יְמִינִי.
ו תִּדְבַּק-לְשׁוֹנִי, לְחִכִּי-- אִם-לֹא אֶזְכְּרֵכִי:
אִם-לֹא אַעֲלֶה, אֶת-יְרוּשָׁלִַם-- עַל, רֹאשׁ שִׂמְחָתִי.

»SALMOS [137]

1 Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar, recordando-nos de Sião.
2 Nos salgueiros que há no meio dela penduramos as nossas harpas,
3 pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções; e os que nos atormentavam, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
4 Mas como entoaremos o cântico de HaShem, D'us em terra estrangeira?
5 Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.
6 Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se não me lembrar de ti, se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.


Lehitraot.

פולוס וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):







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